Project Milo 1.0

Olá amigos Nerds.

Estou eu aqui escrevendo mais um dos meus posts viajados sobre o que mais gosto de falar, irrealidade. E gostaria de trazer a tona uma discussão que é deveras interessante a respeito das evoluções tecnológicas, e tudo isso por causa da última E3 em que, sem dúvida nenhuma, foi da Sony® e da Microsoft®. Estamos falando do Project Milo.

Toda essa discussão começou por causa de um surpreendente vídeo que a Microsoft® apresentou nessa última E3:

Apenas passando rápido sobre o que é o Project Milo. Esse software desenvolvido pela equipe da Microsoft promete ser a última palavra sobre interatividade com video games. Segundo o vídeo esse pequeno garoto chamado Milo consegue reconhecer diversas expressões humanas, e ele o faz pelo avançado sistema de reconhecimento do Project Natal. Dessa maneira Milo consegue reconhecer vozes, reconhecer sentimentos, reconhecer faces etc. Se não bastasse, o  software do Project Milo possui uma inteligência artificial que, segundo os caras da Microsoft, é possível um ser humano se relacionar com ele sem problemas. Além disso Milo consegue também expressar com a sua face sentimentos humanos como angustia, dúvida, felicidade entre outros.

Vendo esse panorama geral, Project Milo sem dúvida parece ser o que há de melhor em interatividade com video games, mas não estou aqui para discutir a veracidade dessas coisas, ou se realmente será possível fazer tudo o que o Project Milo faz com aquele tempo absurdo de processamento mostrado no vídeo, não é isso o que quero discutir, e sim discutir a ideia que está por de trás de tudo isso. Vamos partir do princípio que tudo isso seja possível hoje e discorrer a respeito de alguns efeitos colaterais que isso poderia causar na humanidade.

Você agora leitor, pense que você ainda não faz parte de tudo isso o que Milo pode lhe proporcionar e pense: Quando é que eu vou contar algo íntimo para uma máquina, ou melhor, de frente para uma televisão com um video game ligado. Puxa vida, isso parece estranho, nunca pensaríamos em fazer tal coisa. Sem dúvida isso pra nós nada mais é que uma bizarrice. Mas veja você, me referindo primeiramente as meninas. Quantas vezes você já não conversou com algum ursinho de pelúcia sobre algum assunto? Ou quem nunca conversou com seu animal de estimação sobre alguma coisa. Ou até mesmo falou sozinho sobre algo?

Antes que ache tudo isso uma baboseira, quero lembrar que isso é absolutamente normal, o ser humano tem a faculdade e a necessidade de se comunicar com o meio em que vive, e as vezes essa comunicação precisa ser só em uma única via. O que há de comum entre o ursinho de pelúcia, o animal de estimação e falar sozinho? Todos esses meios não lhe provém uma resposta ! São apenas métodos usado pelo ser humano de descarregar uma carga emocional sem que necessite de uma resposta !

Agora voltando para o Project Milo. Inconscientemente todos os seres humanos tem essa necessidade. Então qual é a grande sacada do Project Milo? É usar essa necessidade inerente a cada ser humano e extravazá-la com uma inteligência artificial inanimada. Puxa vida, dessa forma o Project Milo consegue penetrar naquilo que o ser humano mais preza. A intimidade ! De uma certa forma, ao vermos um menino bonitinho dentro de uma televisão do qual é passível de comunicação, logo acionamos algo em nosso cérebro que faz certa ligação entre: Objeto Inanimado + Capacidade de Comunicação.

Logo, o que quero mostrar é que, a entrada dessa nova tecnologia em nosso meio pode ser algo estranho no começo mas muito natural e aceitável aos olhos humanos. Tão natural que me atrevo a dizer que isso será um objeto do qual todos vão querer ter um. Existirão inúmeras possibilidades de trabalho e pesquisa em cima deste software, sem dúvida algo muito acima do que imaginávamos.

Esse primeiro artigo foi apenas para introduzí-los no campo de pensamento no qual quero que estejam, ainda essa semana quero postar continuações desse artigo a fim de esgotar por completo esse tema. Ainda iriei falar das inúmeras possibilidades que esse Milo poderá trazer para dentro de nossas casas bem como as dialéticas que isso tem causado no meio dos conservadores.

Espero que tenham gostado, até o próximo Artigo !

Sobre Paulo Mendes

Eu acho que deveria escrever alguma coisa sobre mim aqui.


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Postado em: Games, Irrealidade

Comentários por Facebook:

COMENTÁRIOS

  1. Lenon disse:

    Isso é meio doido Paulo…
    Mas sei láh, não parei de pensar em dois filmes:
    AI – Inteligencia artificial e O Homen bicentenário… Enquanto lia o artigo.

    Então seria realmente possível uma maquina pensar? (ou pelomenos fingir)
    tendo em vista o que você disse no futuro… quem sabe?

    ta certo que é um software… mas toda máquina tem um software ou firmeware…
    é lá no japão fira e meche os caras fazem robos, sempre evoluindo…

    …por mais que evoulua, talvez ter sertimento como nos filmes que eu falei seja demais, mas tudo tem um começo, e quem sabe não é esse tal de Milo ai o começo…
    Logo, isso é muito doido! =D

    Até mais

  2. Xilon disse:

    Muito bom o post, gostei mesmo, achei muito interessante [/HeyLouiz]

    Agora falando sério, vai ser muito loco se cumprirem o que estão prometendo…..To vendo que não tenho saída…. eu terei que começar a trabalhar pra poder comprar esse Natal……

    Ah, e sem querer ser chato mas já sendo, acho que o Milo não está sendo desenvolvido pela Microsoft, e sim pela Lionhead Studios, tendo como cabeça Peter Molyneux.

  3. DiegoR2 disse:

    3:26 parece Neo tocando o espelho antes de sair da Matrix.

    Minha primeira impressão também foi achar que é estranho alguém conversando com uma máquina, mas depois de ler percebi que é exatamente o oposto. É tão obvio que nem percebemos.
    É igual quando alguém xinga o computador quando ele trava ou responde “boa noite” para o jornal nacional ou grita para o jogador passar a bola quando está assistindo um jogo na tv. É natural “humanizar” ou personificar as coisas.

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