Hoje irei falar sobre a melhor série de comédia dos últimos tempos. Sem mais delongas, apresento Two and a Half Men:
Antes de falar sobre a série em si, vamos falar um pouco de psicologia. Todos conhecem o complexo de Édipo, não?Pa ra aqueles que não conhecem, aí vai um resumão: o complexo é quando a criança, no inicio de seus desejos sexuais, começa a ter uma “atração” pelo pai do sexo oposto (essa é apenas uma parte do complexo, mas é a que interessa nesse artigo). Continuando a crescer, existem vários estudos que demonstram que a relação entre o filho com sua mãe tem papel fundamental nas características que essa pessoa irá buscar na hora de encontrar uma parceira.Vejam bem, eu não falei a forma como o filho é criado e sim a sua relação com sua mãe. Há quem diga até que algumas pessoas vão além e buscam similaridades físicas/psicologias nos sues parceiros que lembrem seus pais.
Dito isso, caso você não resolva tirar uns minutinhos para pensar no que a sua namorada lembra a sua mãe (não recomendo essa reflexão, apesar de já terem afirmado que isso é comum a todas as sociedades), vamos começar a falar um pouco da série.
A história se baseia em dois irmãos, Charlie e Alan Harper, e suas aventuras amorosas. É interessante perceber como ambos, mesmo possuindo a mesma mãe, possuem personalidades extremamente diferentes. Como o Charlie afirma em um episódio, ele resolve os seus conflitos com a sua mãe fazendo sexo casual e muitas vezes degradantes com um número grande de mulheres, enquanto Alan procura resolver os seus problemas tentando “consertar” mulheres com problemas, e assim ter o carinho que sua mãe o negou.
Como muitas séries, a série possui um personagem tonto (Friends tem o Joey, 70′show tem o Michael, e por ai vai), mas aqui a diferença fica que esse personagem é uma criança. Pode ser que eu seja chato, mas fica bem menos tosco você ver um menino de 12 anos ser bobo do que um adulto, como acontece na maioria das séries. A Judith ( que admite que casou com um cara igual o pai dela, no caso o Alan, voltando a discussão do inicio do artigo) eu diria que é o ponto fraco da série. Não que não seja engraçada, mas é um personagem que muda muito. Ao meu ver ainda não acharam o estilo ideal para ela, mas paciência.
Evelyn é a mãe. É a personificação da pessoa egoísta, do tipo que se o filho tomar um tiro do lado dela e pingar sangue em sua roupa, ela vai falar que o grande trauma da vida dela foi quando sua roupa ficou suja com sangue.
Berta é uma personagem que desempenha seu papel formidávelmente como empregada de Charlie e Alan, e por fim temos a Rose , ex-vizinha de Charlie, que é apaixonada por ele e o persegue.
Bom, não há muito o que falar sobre a série, então vou falar dos meus episódios favoritos. Para quem ainda não viu, deixarei algumas dicas de episódios.
A New Wick: Saquem só a temática. Charlie vai encontrar uma ex-namorada (Jill) que agora é homem(Bill). Ela(ele?) começa a sair com a mãe do Charlie, que num ataque de loucura e diz que o título da sua autobiografia será “Minha mãe e eu com o mesmo cara”. Não vou falar mais, assista que é muito foda.
Just Like Buffalo: Eu falo, eu falo, e algum dia eu serei atendido. Esse episódio deveria estar nos livros de história e todo menino, antes de se arriscar a brincar de médico com alguma menina, deveria ver este episódio! Primeiro o Charlie disse que se você tem alguém para limpar sua casa e faz sexo regularmente, você não precisa se casar, a não ser que você queira dar metade das suas coisas a alguém (muitos famosos deveriam aprender essa lição). Jake ouve isso, repete perto da mãe dele, e todo mundo fica bravo com o Charlie, que lidou com a situação com uma maestria sem igual! RECOMENDADÍSSIMO!!
Go East on Sunset Until You Reach the Gates of Hell: É nesse episódio que o Charlie fala sobre sua relação com sua mãe e como ela afeta sua vida sexual. O episódio todo ele tenta resolver isso.
It Was Mame, Mom: Charlie é contratado por um cara gay e então se passa por gay, fingindo namorar o Alan. Episódio MUITO ENGRAÇADO! Altamente recomendado.
Something Salted and Twisted: Também fala da questão da mãe, mas aqui Charlie tenta ensinar uma coisa ou duas para o Alan.
My Tongue Is Meat: Aqui ele tentam aprender algo (se alguém souber a resposta, favor comentar): por que as mulheres gostam dos homens pelo que eles podem se tornar um dia e não pelo que eles já são? o.O
Apologies for the Frivolity: É aqui que o Charlie sai com a mãe dele na versão mais jovem (não entendam mal, é outra mulher semelhante à mãe dele).
Just Once with Aunt Sophie: Aqui Charlie ensina Jake como “pegar” (óbvio que nós do QueNerd não aprovamos esse termo chulo, afinal todos aqui são cavalheiros…) meninas e Alan fica com inveja. Certamente esse episódio será educativo para alguns leitores….
Is There a Mrs. Waffles? e Twenty-five Little Pre-pubers Without a Snoot-ful: Estes episódios valem a pena pelas músicas engraçadas. No primeiro são as músicas infantis do Charlie e no segundo é o Charlie ajudando num musical sobre a revolução industrial. Nota 10! Para a primeira temporada vale a pena lembrar há também a participação especial da (na época) mulher do Charlie (Linda) e na terceira temporada o pai do Charlie (que aparece como pai da Rose). Vale a pena lembrar que várias atrizes “namoradas” do Charlie reaparecem com nomes diferentes. O reuso de atores na série é grande, vale a pena caçar.
É isso galera, quem quiser recomendar mais episódios (certamente faltam muitos), por favor recomendem nos comentários! Quem gostou da atuação do Charlie, recomendo também as 2 comédias Hot Shots (o segundo todo mundo viu, da clássica cena da galinha utilizada como flecha) e Platoon, para quem quiser ver Charlie numa atuação mais séria.
Obrigado nerds leitores! Até o próximo artigo!















A série interessante, mas eu já desisti de ver séries. Sempre paro na metade.
Two and a Half Men é realmente muito bom……..
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