Hoje vamos deixar os filmes um pouco de lado, e vamos falar um pouco sobre os críticos de cinema.
Um crítico de cinema deveria ser uma pessoa que entende muito sobre a sétima arte. Por causa desse entendimento, deveria saber passar aos, digamos, “meros mortais”, boas dicas de cinema. Simples não? Mas será que isso funciona na realidade?
Para início de conversa, vamos pegar duas listas, os 10 melhores e os 10 piores filmes segundo editores (críticos) do site Cineplayer, vamos lá:
Top 10:
1. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003)
2. Cidadão Kane (1941)
3. Crepúsculo dos Deuses (1950)
4. 12 Homens e uma Sentença (1957)
5. Janela Indiscreta (1954)
6. Casablanca (1942)
7. Cidade de Deus (2002)
8. A Felicidade Não Se Compra (1946)
9. Tempos Modernos (1936)
10. Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)
Worst 10:
1. Mulher-Gato (2004)
2. Super-Herói: O Filme (2008)
3. A Névoa (2005)
4. 2001: Um Maluco Perdido no Espaço (2000)
5. O Pesadelo (2005)
6. As Branquelas (2004)
7. Cinegibi – O Filme – Turma da Mônica (2004)
8. Van Helsing – O Caçador de Monstros (2004)
9. No Cair da Noite (2003)
10. 13 Fantasmas (2001)
E aí? Quantos filmes divertidos que a população em geral gostaria de assistir cada lista possui? Para ser o mais preciso, se eu escolher 100 pessoas aleatoriamente e cada uma delas assistir por completo as duas listas, e no final me falarem quantos filmes gostaram em cada uma, qual será o resultado?
Em uma lista dos 10 melhores x 10 piores, o resultado esperado seria 10 “bons filmes” para os melhores, e 10 “péssimos filmes” para os piores? Seria esse o resultado da nossa pesquisa? Provavelmente não.
Então perguntamos, por quê? Por que vai ter gente elogiando filmes da lista dos piores, e metendo o pau na lista dos melhores? E olhem que eu fui bonzinho com os críticos. Se eu pegar uma lista, por exemplo, dos 10 melhores filmes de um American Films Institute, eu garanto que perderia para essa lista dos piores filmes. E então, por quê?
Vamos a principal resposta:
O que acontece é que um crítico é um cara com “super poderes”! Um crítico de cinema é uma pessoa que possui o poder de voltar no tempo. Entendeu? Não? Simples, veja essa foto:

King Kong de 1933
O que um ser “sem poderes” pensa ao ver essa foto? Bom, cada um pensa uma coisa, mas o geral de “que efeito tosco” predomina. Agora imagine ver essa imagem num filme? Quem aqui não meteria o pau na produção?
Pois bem, um crítico ao ver essa cena sente medo, pavor, fica impressionado. Como pode um macaco em cima de um prédio desse tamanho?!?! Meu Deus do céu, mas que realismo, que absurdo… E bate palmas para o filme!
O que ocorreu ao ver a foto, é que o crítico volta no tempo, o cara não vê essa foto como nós, meros mortais. Ele vê como uma pessoa vivendo na década de 30, que está vendo esse filme pela primeira vez no cinema sem saber o que esperar! E óbvio, como o povo da época, fica impressionado com o filme e sai elogiando.
Nós, meros mortais, que estamos acostumados com Star Wars, o novo King Kong, simplesmente não entendemos, afinal nós não costumamos voltar no tempo.
Peguem Cidadão Kane, que sempre fica top 3 em qualquer lista. O filme é bom, mas quem em sã consciência coloca esse filme como um dos 3 melhores? Quem ao assistir o filme, conseguir voltar no tempo e ficar impressionado com as evoluções (técnicas ou não) que o filme proporciona, vai dizer que o filme é nota 10, brilhante. Quem não sente isso acha que é um bom filme e só.
Voltando à lista.
Vamos por um momento analisar a lista dos piores filmes. Super Herói é mesmo tão ruim? As Branquelas é realmente horrível? Ninguém aqui se divertiu como Terry, um negão bombado, ex jogador da NFL, fazendo papel de besta no filme inteiro? Sério mesmo que uma cena como o vídeo abaixo vai fazer parte de um dos piores filmes da historia? Mesmo, mesmo? Sério mesmo que filmes como Van Helsing, ou 13 Fantasmas são assim tão chatos que merecem um lugar nos 10 piores filmes da história? Poxa…
E o filme da Turma da Mônica? Porra, no meu último post eu comentei sobre serial killers, pessoas doentes, sádicas, malvadas. Também é uma maldade enorme colocar um filme da Turma da Monica na lista não? É serio, o que esperavam da Turma da Monica? Resolveram dar nota baixa por quê? Porque o filme não é profundo, não faz o telespectador fazer reflexões sobre a vida, sobre a própria existência, ou seria porque o filme da Mônica é simples? Visto que todo mundo que assiste a um filme dos personagens do Maurício espera ver uma direção inovadora, porém que prenda a atenção do telespectador, aliada a um roteiro sólido, profundo, com atuações convincentes e trilha sonora de primeira? Porra meu, me desculpem, mas é maldade colocar a Turma da Monica na lista. Será que os críticos se colocaram no lugar das crianças que vão assistir a este filme?
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Outra coisa, alguns críticos parecem esquecer que filmes também é entretenimento, que visam diversão, e só gostam quando um filme faz agente pensar, muitas vezes até ficar triste. Podem ver que essas listas SEMPRE são recheadas de dramas. Basta lembrar que dessa lista dos 10 melhores filmes, 6 ou 7 filmes possuem uma forte carga dramática, e mesmo a comédia da lista, é um filme feito para criticar a sociedade. Poxa, fica parecendo que para o filme ser realmente bom ele precisa ser absurdamente profundo, e não absurdamente divertido.
Bom galera, isso foi mais um desabafo básico. Andei olhando algumas listas por ai, sempre procurando material pra falar por aqui, e cheguei à conclusão que se eu fizesse algum post levando em conta essas listas eu apanharia. Como aqui é um blog de nerd, apanhar eu não iria, mas certamente acordaria com meu msn/orkut hackeados..
Fico triste por essa não aproximação da crítica com o público. Parece (e em alguns casos certamente é) que tem gente querendo parecer cult, falando de filme que ninguém ouviu falar, e se assistir não vão gostar, para poder dar uma de superior, sabem?Aquele clássico “Ah mas você não gostou porque não entendeu, bla, bla, bla”.
No mais fica aí um desabafo, um agradecimento aos meus leitores que perderam tempo lendo isso, e deixo uma lista com 10 filmes divertidos, dos mais variados estilos! Sem posições, porque comparar diversos filmes, de épocas diferentes, com propósitos diferentes, e falar “esse merece um lugar acima do outro” não está com nada.
Corra que a Polícia Vem ai 33 1/3: Comédia fooooooda, mas só vale para quem já viu os filmes que são zoados aqui, quem não conhece que fique com os 2 Top Gung então, que também são bem divertidos, principalmente o primeiro;
Um Sonho de Liberdade: Filme ótimo, com divertidos temas interessantes, e o protagonista é NERD;
Foi Apenas um Sonho: Um filme profundo mas não cansativo/chato, sobre relacionamentos, problemas comuns de um casal de classe média, enfrentando um ponto da vida que tudo fica meio sem graça devido à rotina, etc. Se alguém acha que Casablanca é o que melhore retrata relacionamentos atuais, paciência, assistam os 2 e depois me falem qual filme representou mais pra vocês;
Harry e Sally – Feitos um para o Outro: Filme extremamente divertido, com uma piada sobre restaurantes que vale o filme, muito boa MESMO!;
Piratas do Vale do Silício: Não preciso comentar o motivo de eu colocar na lista um filme que fala sobre a origem da Microsoft e da Apple no QUENERD, né?Mas mesmo assim o filme demonstra como uma idéia pode representar uma real revolução, “Its the nerd power bitch!!!”;
Waz – Matemática da Morte: filme policial que dá de 10 a 0 nesses novos no qual todo policial e a corporação mais parecem ter saído de um filme do 007 do que da realidade;
Sex Drive, rumo ao sexo: Não que seja AQUELE filme, mas é bem atual, tem uns peitos. Fazer uma lista com bons filmes e não mostrar um peito é no mínimo suspeito;
Laranja Mecânica: É interessante ter uma coisa em mente antes de ver esse filme. A violência mostrada no mesmo na época foi considerada absurda, super exagerada, e vejam se não é algo casual hoje em dia ;
Marley e Eu: Já que tem gente que gosta de pagar para ficar triste, neste dá pra rir muito, mas quero ver sair feliz desse filme;
Queime Depois de ler: Tinha que ter um filme cheio de cena doida na lista;
Como vocês podem ver é uma lista rápida, que se eu fosse feita na semana que vem, provavelmente sairia totalmente diferente. Acho pouco provável que alguém que veja essa lista saia puto da vida de ter perdido seu tempo, muito pelo contrário, acho que vale a pena dedicar uma hora e pouco para ver cada um desses filmes.
Aliás, quem for comentar poderia fazer um teste, e recomendar (sem um numero pré definido) filmes que acha divertido e que vale a pena vêr. Assim aprendo mais sobre o gosto do dos leitores do QueNerd!!
Falou gente!!! Obrigado!
E uma imagem feliz para alegrar o dia \m/

Hoje vamos deixar os filmes um pouco de lado, e vamos falar um pouco sobre os críticos de cinema.
Um crítico de cinema deveria ser uma pessoa que entende muito sobre a sétima arte. Por causa desse entendimento, deveria saber passar aos, digamos, “meros mortais”, boas dicas de cinema. Simples não? Mas será que isso funciona na realidade?
Para início de conversa, vamos pegar duas listas, os 10 melhores e os 10 piores filmes segundo editores (críticos) do site Cineplayer, vamos lá:
Top 10:
1. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003)
2. Cidadão Kane (1941)
3. Crepúsculo dos Deuses (1950)
4. 12 Homens e uma Sentença (1957)
5. Janela Indiscreta (1954)
6. Casablanca (1942)
7. Cidade de Deus (2002)
8. A Felicidade Não Se Compra (1946)
9. Tempos Modernos (1936)
10. Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)
Worst 10:
1. Mulher-Gato (2004)
2. Super-Herói: O Filme (2008)
3. A Névoa (2005)
4. 2001: Um Maluco Perdido no Espaço (2000)
5. O Pesadelo (2005)
6. As Branquelas (2004)
7. Cinegibi – O Filme – Turma da Mônica (2004)
8. Van Helsing – O Caçador de Monstros (2004)
9. No Cair da Noite (2003)
10. 13 Fantasmas (2001)
E aí? Quantos filmes divertidos que a população em geral gostaria de assistir cada lista possui? Para ser o mais preciso, se eu escolher 100 pessoas aleatoriamente e cada uma delas assistir por completo as duas listas, e no final me falarem quantos filmes gostaram em cada uma, qual será o resultado?
Em uma lista dos 10 melhores x 10 piores, o resultado esperado seria 10 “bons filmes” para os melhores, e 10 “péssimos filmes” para os piores? Seria esse o resultado da nossa pesquisa? Provavelmente não.
Então perguntamos, por quê? Por que vai ter gente elogiando filmes da lista dos piores, e metendo o pau na lista dos melhores? E olhem que eu fui bonzinho com os críticos. Se eu pegar uma lista, por exemplo, dos 10 melhores filmes de um American Films Institute, eu garanto que perderia para essa lista dos piores filmes. E então, por quê?
Vamos a principal resposta:
O que acontece é que um crítico é um cara com “super poderes”! Um crítico de cinema é uma pessoa que possui o poder de voltar no tempo. Entendeu? Não? Simples, veja essa foto:











Nunca gostei do que os críticos dizem. Não bate com a realidade.
Eu acho que tudo não passa de frescura, e como você disse, é uma forma deles se distanciarem das outras pessoas, mostrando que são cute, se achando superiores. Não engulo, pra mim é como olhar quadros que não fazem sentido e dizer que me fazem sentir alguma coisa.
Essa do “você nào gostou porque não entendeu” parece aquela lenda da roupa do imperador em que todo mundo fica elogiando para não parecer que não está vendo. Ai aparece gente repetindo as opiniões dos críticos para parecer inteligente e culto.
LOL!!!!!! Voce praticamente tirou palavras da minha boca com esse post……durante minha vida inteira eu me sentia um ignorante cinematográfico por adorar os filmes q a critica odeia e gostar de poucos q a critica aclama uhIAuhIUHAiUHaiuHAiU Eu tava pensando nisso ontem mesmo antes de durmir…….Até pensei em falar pra voce fazer umas criticas de filme aqui no quenerd, mas sem esse negocio igual os criticos fazem, analisando a “profundidade” do roteiro, analisando apensas se são divertidos, agradáveis, bons pra assistir com amigos e tudo mais……
Esse foi o post do quenerd q mais me identifiquei!
Só pelo fato do lixo “cidade de deus” estar entre os melhores dos criticos já desqualifica qualquer opinião destes caras…cinema brasileiro é lixo, sempre foi. Tenta ser como o cinema francês que já é uma merdha e consegue ainda ser pior. Agora é só esperar o próximo lixo: Mulla, o filho (da p…) do Brasil.
Bacuri, concordo com voce. O Brasil está evoluindo no cinema, mas percebe-se que os diretores brasileiros tentam fazer muito filme pra agradar a crítica, aí fica horrível. Os filmes daqui indicados pra Oscar eu não tenho nem coragem de ver em sessão da tarde num feriado monótono. Mas houve melhoras, principalmente em algumas comédias, como O auto da compadecida, E se eu fosse você. Não nego que me diverti vendo Tropa de Elite.
Quando eu leio uma crítica de cinema, boto na cabeça que o que o crítico analisa é o cinema como arte. Eles não consideram o fator diversão ou se os efeitos são legais. Eles avaliam como pessoas que estudaram a coisa. Ou seja, tem objetivos diferente do público que gosta de cinema comercial em geral, ao ver um filme.
Se a pessoa gosta de cinema pela diversão, pela pipoca, e quer ler algo, tem que ler uma resenha de alguém que também tenha esse objetivo, como este site, ou o Judão, ou o Omelete, por exemplo. Se gosta do cinema como arte, leia os críticos críticos.
Sei lá, nunca entendi essa coisa de todo mundo reclamar de crítico de cinema e continuar lendo as críticas.
Compreendo o desabafo… contudo, o Cinema, hoje, é formado, em sua grande maioria, de filmes única e exclusivamente para o entretenimento.
A grande maioria do público de cinema, busca, hoje, nada mais que o entretenimento.
O que é raro é o cinema-arte, o cinema profundo, o cinema com estofo moral, o cinema com profundidade temática. O tal do filme “bem produzido”, hoje, é bastante comum. Roteiros ruins encontramos em cada esquina. O bom roteiro, contudo, tem sido raro.
O Cinema não é só diversão e também não é só profundo. O Cinema é uma forma de expressão que permite ao artista manifestar uma idéia. Assim como há o livro “Crepúsculo” há também “Orgulho e Preconceito”.
Há hoje mais livros comerciais, escritos rapidamente (que são os mais procurados e mais bem sucedidos) e há os livros mais complexos, profundos e bem escritos (que o público em geral não se interessa em ler).
Toda obra é também produto, e o mais bem sucedido é melhor para editoras e produtoras. A questão, contudo, é que régua deve ser usada para avaliar um livro, um filme ou qualquer obra…
Será que deve ser o quão bem sucedido é o filme junto ao público leigo e não qualificado? Ou será que deve ser o quão bem sucedido é o filme junto a acadêmicos que sabem o que é ou não difícil de se fazer em termos de cinema?
Em minha humilde opinião, existe o “People’s Choice Award”, além do “Sundance Festival”, portanto, ambos os públicos são atendidos.
O Crítico jornalístico é alguém academicamente qualificado para avaliar uma obra segundo um conjunto de princípios acadêmicos (ou assim deveria ser). Uma coisa é avaliar o filme segundo suas qualidades técnicas, outra bem diferente é avaliar um filme na base da opinião e na base do “eu gosto”.
Eu, sinceramente, não acho relevante se a maioria acha isso ou aquilo acerca de um filme, livro ou qualquer obra. Não acho relevante pelo mesmo motivo que não me importa se mais gente gosta de Funk Brasil que de Mozart ou que a maioria das pessoas usa da produção cultural como entretenimento no lugar de usá-la para enriquecimento cultural, elaboração da própria identidade moral ou para reflexão filosófica. Produção Cultural não é algo que tenha uma única função social só e ponto.
Em sã consciência coloco “Cidadão Kane” entre os três melhores filmes que eu já vi. O que me dá vontade é de colocar outros 30 dentre os 3 melhores. “O Processo”, “Laranja Mecânica”, “12 Homens e uma Sentença”, “Adaptação”, “Pi”, “Waking Life”, “A Fonte da Vida”, “Quero ser John Malkovich”, “1984″, “THX 1138″, “Poderoso Chefão”, “O Nome da Rosa”, são magníficos enquanto filmes e independente da época – a meu ver.
Efeitos especiais surpreendentemente realistas só são importantes para quem lhes confere importância. Há quem confira mais importância a história, não importando se os efeitos são feitos com caixas de sapatos.
Um exemplo interessante pode ser visto aqui – http://rj.steampunk.com.br/2009/08/06/1884-yesterdays-future/ – onde o efeito especial canhestro faz parte da linguagem proposta.
Filmes, como qualquer produção cultural, têm de ser avaliados fora de seu tempo, posto que ficarão nas prateleiras para sempre. Avaliar algo pela qualidade de seus efeitos especiais é transitório e, em 10 anos, efeitos especiais considerados bons hoje, podem ser péssimos amanhã…
O que resta? O enredo, o empenho, a elaboração e elementos mais perenes, mais duradouros, que nossa percepção de realismo.
Bom… ok… o texto foi mais longo que eu desejava, teve poucos efeitos especiais e não foi lá tão bem produzido… mas espero que tenha sido relevante.
@Bruno Accioly
Concordo em muitos pontos com você, mas muitas vezes acontece o que o @Ramiro disse, os caras dizem que uns filmes são bons só pra sentirem-se superiores, sabendo que a população em geral vai gostar parece que escolhem filmes que não sejam do agrado de todos.
Uma coisa nao me tiram da cabeça: Filme brasileiro, Central do Brasil, lembro-me quando vi e até hoje acho pécimo. É sem graça, dá sono e faz o mesmo que todo cineasta brasileiro adora fazer, que é mostrar a pobreza no nosso país, como se não houvesse nada desenvolvido, só pobres mortos de fome, assim como fazem com a África, que tem tantos lugares bonitos, tanta riqueza, mas só mostram a “realidade”. E críticos parecem amar isso.
Há filmes bons em história, e acho que muitos analisam isso, mas ninguém fala de Jogos Mortais 1, que prende a atenção e que eu nao sei de ninguém que não se surpreende com o filme. Pode ter furos, ser terror, mas foi brilhante. Star Wars, nosso preferido aqui no QueNerd, o Ep. IV teve efeitos especiais incríveis que revolucionaram o cinema, e nós vemos isso, mesmo que hoje seja tosco usar naves em miniatura para esse propósito.
Bom, há muito que discutir sobre isso, não vou me estender mais.
Olá, Will,
Não sei… veja… Trata-se de um profissional que trabalha ou para um Jornal, revista ou empresa ligada a cinema. O crítico ganha dinheiro para fazer seu trabalho e não é nenhum garoto. No meu entender, seria falta de profissionalismo do crítico dar a crítica um perfil que não fizesse justiça (ao menos dentro de seus critérios) ao filme criticado.
Entendo eu que a crítica fala mais a respeito do crítico que a respeito do filme, mas não diria que lhes falta honestidade. Diria sim que existe uma grande distância entre o crítico e o público – ou entre a opinião técnica do crítico e a opinião leiga do público.
Uma vez que o julgamento do crítico é técnico e não meramente opinativo não é surpresa que seu ponto de vista vá ser incompatível com o da população em geral.
Meu julgamento técnico sobre “Central do Brasil” é que o filme é muito bem dirigido e que a personagem principal está muito bem caracterizada. A performance do menino, no entanto, deixa a desejar. Quanto a minha opinião: Não gosto de “Central do Brasil”. E eis que eu mesmo vejo divergência entre meu julgamento técnico e meu gosto (opinião).
A originalidade e surpresa – critérios que você utiliza para avaliar “Jogos Mortais”, podem ser um problema… Acontece que os elementos usados em “Jogos Mortais” não são originais, posto que já foram usados em outras obras. Quem já leu Lovecraft, Poe e até Miller não se surpreendeu tanto. Este é um motivo pelo qual não existe o critério “Originalidade” no Oscar (por exemplo).
Quanto aos efeitos especiais do Episódio IV (um de nossos preferidos também lá no OutraCoisa): muitos prêmios foram ganhos pela obra, tendo o filme sendo indicado inclusive para o Oscar de melhor filme, o que aponta para um crítica acertada e não para um erro da crítica.
Na verdade, “Star Wars” ganhou nas seguintes categorias:
- Melhor Direção de Arte
- Melhor Figurino
- Melhores Efeitos Especiais
- Melhor Montagem
- Melhor Trilha Sonora
- Melhor Som
- Oscar especial de efeitos sonoros
- Melhor Filme
- Melhor Diretor
- Melhor Ator Coadjuvante – Alec Guiness
- Melhor Roteiro Original
Não me parece lá um resultado tão ruim…
É um discussão extensa. Não tem jeito. Qualquer papo descompromissado sobre o assunto vai ser essencialmente leviano.
Ponto para a crítica!
@Bruno.
Puxa vida, apesar de ser um dos redatores do blog concordo plenamente em dar crédito aos críticos de filmes. Não me atrevi a entrar na discussão, mas acredito ser uma discussão válida, mas percebo que o modo como isso acontece é deveras inadequado à situação proposta.
A verdade é que, como já foi citado, o crítico precisa olhar o filme como um conjunto de parâmetros a serem estudados. Tudo que ele vê gera um dado. Todo dado precisa ser analisado. Toda análise parte-se de um pressuposto comparativo. E toda comparação gera uma informação passível de listagem qualitativa. E todos sabemos que uma listagem qualitativa é passível de classificação.
A verdade é que, se quiser ver filmes realmente bem feitos é necessário olhar para a crítica, caso contrário demoraremos um bom tempo para achar um filme realmente interessante. E ao contrário da opinião do colega Will eu vi “Central do Brasil” como um ótimo filme, fora dos padrões, o qual realmente revolucionou o cinema brasileiro, além de alavancar outras grandes obras nacionais. Não dá pra conceber um cinema brasileiro antes de Central do Brasil que fosse passível de premiação.
A verdade é que precisamos lembrar que no Brasil não temos uma Hollywood, e no Oscar sempre seremos indicados a Melhor filme ‘Estrangeiro’ (categoria essa que sempre me incomodou). Os filmes ‘Estrangeiros’ são vistos com outros olhos pela academia, tão logo é necessário uma visão totalmente voltada para os parâmetros da academia ao se julgar um filme !
Muito boas suas observações, Paulo.
Eu só não culpo o Oscar porque ele foi criado por americanos e para americanos. Não espero muito de uma instituição assim. Nós que façamos o nosso “Oscarito” ou coisa que o valha =)
O Robert Redford resolveu fazer o dele e criou o Sundance (por conta de seu personagem no cinema).
http://festival.sundance.org/2010/
Acho que rola uma dificuldade em se resolver fazer algo mais sério. Como se um problema de auto-estima empacasse os brasileiros em construir suas próprias instituições.
É apaixonado por algo? Construa! Por que não?
Nem é preciso tanto dinheiro assim… veja o Conselho SteamPunk, por exemplo – http://www.steampunk.com.br =D
Quanto aos críticos, eles vão continuar existindo. Ler a maior parte dos críticos de jornal e revista, pra mim, são tão importantes quanto ler meu horóscopo nestas mesmas publicações.
No fim, como diz a Lei de Sturgeon: “90% de qualquer coisa é Lixo!” … mas sempre têm aqueles 10% que valem a pena.
(http://en.wikipedia.org/wiki/Sturgeon's_Law)
Abraço,
Bruno Accioly
http://www.twitter.com/baccioly
http://www.steampunk.com.br
http://www.outracoisa.com.br
@Bruno
Concordo com o que foi dito, o grande problema, e ai vem o desabafo, é tentar fazer com que o publico pense igual!
Isso serve para qualquer tipo de critico, um critico de gastronomia busca coisas diferentes do que a pop geral, um comentarista de futebol ve beleza em jogos que ninguem tem paciencia para assistir, e por ai vai..
O problema é essa linha mal traçada entre o tecnico e o subjetivo, que no caso eu considero o potencial que o filme tem para entreter o telespectador!Boa parte dos criticos, falam para um publico leigo e geral, no momento que o critico X fala para esse tipo de publico que determinado filme é bom, ele esquece de direcionar o filme, faz uma critica que serve apenas para um publico especifico, mas coloca essa critico em meios leigos, e isso que para mim é errado!
Cada um analisa um filme da maneira que quiser, o problema é quando eu vejo um filme por termos que só um viciado em cinema irá ver, e sai falando para o resto do planeta assistir o filme pois ele é bom e tudo mais, EU considero incoerencia e errado!Obvio é apenas minha opniao…
Mas se o problema se limitasse a isso, isto é, o critico simplesmente faz uma analisa com parametros diferentes, eu acho que até passaria!Mas sinceramente em 90% dos casos nao é assim!Criticos em geral gostam de ser do contra, tem super prazer em meter o pau em produções populares para dar alguma ideia de superioridade, isso muitas vezes fica bem evidente em debate!Se o cara nao gosta de alguns filmes, ou gostou de outros, o cara é rotulado de N adjetivos, o que para mim nao tem muita lógica..
Bom, acho que deu para entender minha opniao!Talvez meu texto original falhe nesse ponto, eu deveria ter deixado mais explicito que o problema nao é com os criticos, mas sim com uma escolha de criterios!Visto que boa parte tem como leitores o povo leigo!A critica era justamente sobre essa ideia de deixar o seu publico de lado!Podemos e já citamos N motivos para isso acontecer, o problema é que na minha visão, o critico deveria se aproximar do seu publico leigo, que é maioria, e isso nao acontece!E isso é ruim até mesmo porque existem filmes bons no sentido de arte, de tecnica, e que são divertidos, se o critico pensar na diversão, nao esquecendo os outros fatores, certamente mais pessoas começariam a levar as criticas mais a sério, e a aprender mais sobre o cinema!Porque no meu ver, é isso que um critico deveria fazer, abrir as portas com o seu conhecimento para que outras pessoas passassem a admirar mais tudo que envolve o cinema!Mas nao, acontece o contrario, a pessoa ve o cara elogiando um monte de filme que ela considera ruim, e ai vai assistir o proximo American Pie ou qualquer coisa do tipo, eu acho que o correto seria ai um meio termo!O cara nao precisa assistir apenas besteirol, mas nem só de Cidadao Kane e O Poderoso Chefao vive o homem né, um meio termo as vezes cai bem, afinal de que adianta um critico fazer uma critico que serve apenas para outros criticos?Um critico sabe que determinado filme é bom, nao precisa de ajuda de terceiros, um critico sabe o valor dos bons filmes, o leigo não, o interessante para mim seria o critico utilizar seu conhecimento para ajudar o leigo, que se está lendo uma critica é porque no fundo ele quer aprender mais sobre cinema!
Acho que deu para entender a minha ideia nao?
Grato..
Bom… eu não sou crítico profissional, mas – já que estamos falando de percentuais – considero 90% de tudo que é popular um lixo. E não me acho nada superior por conta disso =)
Na verdade, adoraria gostar do que hoje considero um lixo. Me sentiria menos enganado no cinema.
(E olha que costumam dizer que eu sou indulgente com filmes pop)
Mas não me surpreende que eu não goste de 90% do que é pop.
Como disse Sturgeon: “90% de qualquer coisa é Lixo!” e é isso…
(Importante: Batata Frita sabor churrasco pode até ser gostoso, mas comer isso é comer porcaria e ponto final) =D
O problema, creio eu, pode vir da noção de que filmes servem essencialmente para o entretenimento ou essencialmente como forma de linguagem artística.
Em minha modesta opinião, cada diretor dá uma função totalmente diferente para a própria obra.
Será que medir cinema-arte com régua de cinema-arte e cinema-entretenimento com régua de cinema-entretenimento é possível?
Sinceramente acho que não. Mesmo. E isso é uma outra discussão totalmente nova.
Eu não rio em American Pie nem amarrado, mas me amarro nos filmes do Woody Allen (mesmo os mais caídos) e rio demais nos filmes dele.
Daí um ou outro conhecido vira e me diz: “Ah! Vai dizer que você achou isso engraçado!?!”
Pois é… achei =(
Cada indivíduo vai conferir importância para uma série de diferentes coisas. Não tem jeito.
Eu, ao ler uma crítica, já coloquei na cabeça: “Essa é a opinião do cara, baseada na vivência somada a posição técnica que ele tem”. Ou seja… A Crítica fala mais do Crítico que do filme.
Quando o crítico começa a dizer coisas que eu concordo eu começo a ler mais ele. Quando um outro começa a falar coisas que discordo eu começo a não ler.
Essa diversidade, a meu ver, é ótima.
Rubens Ewald Filho, Marcelo Janot, Nelson Hoineff, José Wilker… esses eu leio e gosto; os amigos Alexandre Maron, Lucas Sigaud e Eduardo Gouveia também.
E é isso.
Claro que entendi sua idéia. Você foi até bem claro.
Mas não consigo partilhar da opinião de que críticos “em geral”, “em 90% dos casos” e “quase sempre” querem ser “do contra” para “dar alguma idéia de superioridade”.
Isso me causa estranheza e me parece apenas uma conjectura.
Até porque se eles quisessem “que o público pense igual” isso não seria coerente com eles quererem “dar uma idéia de superioridade”.
Seja como for, numa coisa me parece que a gente concorda…
Deixar de ir ao cinema porque leu uma crítica ruim de um filme é preguiça =D
Abraço,
Bruno Accioly
Virou forum, né? =/
Foi mal…