Apresentamos hoje aqui no QueNerd o mais novo integrante do corpo de redatores, Professor Dr. Marcos Borges. Grande tutor de todos os nerds do blog, formado em Engenharia da Computação na Unicamp e mestrado e doutorado em Ciência da Computação, na área de formação de profissionais de empresas em conceitos de manufatura enxuta. É MBA em Gestão de Projetos e Black Belt em Seis Sigma. Atualmente é professor na Unicamp e Presidente da empresa Auctus.
Se quiserem um currículo mais completo dele aconselho vocês acessarem o site da empresa Auctus e darem uma olhada em seu mini currículo. Abaixo segue sua primeira contribuição ao nosso blog. Apreciem.
Este é meu primeiro texto aqui no blog. A idéia é discutir neste espaço um pouco sobre a vida e a carreira de um nerd… Tenho quase 40, o que deve ser por volta do dobro da maioria de quem me lê. É esta experiência que quero compartilhar com vocês…
Neste primeiro texto quero falar sobre juventude. Ser jovem é, por princípio, ser um inconformado. O espírito jovem é rebelde, quer um mundo diferente. Ser jovem é acreditar que dá para mudar, é ter ESPERANÇA.
Sou da geração que nasceu na ditadura militar: no início da década de 80 não podíamos falar mal do governo em público; presidente, governadores e prefeitos de cidades “de segurança nacional” (como era Santos, onde nasci e cresci e as capitais) não eram eleitos. Mas mesmo com toda a opressão, nós tínhamos ESPERANÇA. Fomos para a rua, fizemos o movimento “diretas já” e perdemos. Mas éramos jovens, não perdemos a ESPERANÇA! Ficamos felizes ao ver o Tancredo ganhar do Maluf na eleição indireta e choramos ao ver o Sarney assumindo no lugar do Tancredo. Mas mantivemos a ESPERANÇA. O Brasil mudou muito de lá para cá. Conseguimos menos mudanças que esperávamos, mas mudou muita coisa: o mundo é, hoje, mais livre e mais plural. E tenho orgulho de dizer que participei desta mudança, lutando pelo que eu acreditava.
Fiz uma enquete com algumas dezenas de alunos da engenharia da UNICAMP atuais, certamente formadores de opinião hoje e no futuro deste país, perguntando quem é “Michel Temer”. Ele é um dos lideres da câmara federal há duas décadas, foi líder do governo FHC e também do governo Lula e presidente do PMDB: ou seja, um dos políticos mais influentes no país. Além de tudo isso, foi escolhido como vice da Dilma. Mas nem 10% dos alunos souberam falar uma palavra sobre ele! Ao conversar com alguns desses jovens, eles me confessaram que não se interessam por política, pois “são todos iguais”. Fiquei aterrorizado ao detectar a ausência da ESPERANÇA nesses jovens. Alguns me disseram que lutam por causas como “ecologia” ou, quem sabe, vão na “Parada Gay”, mas que não se interessam por políticos. Como se os progressos com ecologia ou com um mundo plural não dependessem fortemente do governo! O futuro das nossas florestas está hoje ameaçado pela proposta de mudança no código florestal encabeçada pelo comunista (?) e grande aliado do governo federal Aldo Rebelo, deputado federal, e não há trabalho de ONG que vá conseguir desfazer os estragos que essa ação irá gerar!
Antes se dizia que alienação era coisa de pessoas sem formação. Hoje, são os formadores de opinião! E a quem interessa isso? Somente aos maus políticos! Não dá para dizer que, apenas para dar dois exemplos atuais, os senadores Collor e Suplicy ou os deputados Paulo Maluf e Luíza Erundina sejam iguais! A continuar assim, nosso governantes tendem a ser, a cada dia, piores. É assustador conceber um mundo de jovens sem ESPERANÇA, que não acreditam em um mundo melhor…
Gente, não podemos continuar assim! É hora de entender que um país melhor depende da ATIVA participação da juventude. Não interessa qual bandeira, escolha a sua, e lute por ela. Se os jovens não lutarem, não serão nós, os quarentões, que mudaremos o mundo: na minha idade a energia é muito menor e temos outras preocupações para dividir nosso tempo, principalmente nossos filhos… Confio a minha ESPERANÇA em jovens que não se conformem com o que está aí e lutem por um mundo melhor. Não vou me conformar com uma juventude que não luta. Continuarei sendo rebelde e tendo ESPERANÇA, pois esta é a forma de ainda me sentir jovem.













Dr. Marcos Borges, gostei muito do que você escreveu, realmente não se dá a devida importância que a política merece. Mas, vejo que isso chega a ser cultural, não se dá atenção para o que acontece lá em cima e quando se fala de algum escândalo, não passa de “fogo-de-palha”.
Parabéns pela entrada, e espero, posts seus.
As vezes eu penso em quanto somos de certa forma enganados. Nos foi dado a internet, um veículo de comunicação surpreendente, mas que nos foi mostrado como um brinquedo pra manter todo mundo quieto. Discussões na internet, como por exemplo este meu comentário, temos aos montes, mas fazer algo efetivo pra mudar as coisas, ninguém faz. E agora estão tentando tirar até mesmo a voz que temos na internet (vou falar isso num post em breve).
Obrigado Marcos, nos passando suas experiências até mesmo fora da sala de aula.
Oi mano, td bem????Fui lendo e passando um filme de toda nossa história de vida e da política nacional, afinal presenciamos muitas transformações, não é??????Me lembro com que orgulho tirei meu título de eleitor aos 16 anos e acredito como vc, que o jovem tem energia e capacidade de transformação para que tenhamos um Brasil ainda melhor. Bjs
Acho que é preciso separar alienação de desinteresse partidário. Não dá para agir como se agia a vinte anos atrás.
Um sistema democrático (e até certo ponto, liberal) é muito mais suscetível a influências de empresas privadas, meios de comunicação e movimentos sociais. Uma vez que conseguimos a democracia, vamos atacar esses outros pontos se quisermos mudanças políticas. Se um quarto de século sob a democracia não conseguiram trazer renovação (Temer, 20 anos na camara, 30 na política) é porque o problema está fora do sistema eleitoral.
O fato de você estar nesse blog escrevendo sobre o assunto, mostra como esses instrumentos apartidários são necessários. E eu vejo muito mais oportunidade de melhorar o mundo através de uma empresa ou grupo social que agem de forma mais dinâmica que a burocracia da política, ou eleições cujos resultados só podem ser corrigidos a cada 4 anos.
Tem uma frase do Steve Jobs com a qual eu concordo cada vez mais: “Talvez Thomas Edison tenha feito mais para iluminar a humanidade que Karl Marx e Karoli Baba juntos”.
Primeiro, não consigo entender porque não “dá para agir como se agia a vinte anos atrás”. Por que não dá? Por que nós, mesmo temendo a repressão, lutávamos e vocês, com toda a liberdade atual, não lutam?
Dizer que não há renovação não é verdade: seria inconcebível há dez anos atrás imaginar o Lula presidente… O problema não está fora do sistema eleitoral, o problema é que vocês estão fora do sistema eleitoral. Se todos entenderem que a única forma de o país mudar é com a política, teríamos mais chances: não há candidatos melhores porque não há eleitores avaliando isso com inteligência. Culpar o poder financeiro ou a mídia não faz sentido: a mídia e o poder sempre foram contra o Lula e ele está acabando o segundo mandato, apesar da Globo e da Veja, sempre em oposição declarada! Aliás, se a juventude acompanhasse essa mídia, pelo menos, saberia quem é Michel Temer, pois ele aparece continuamente no Jornal Nacional.
O que me assusta é ver que hoje o povão é mais interessado por política que os jovens da classe média, que deveriam ser os mais esclarecidos. É por isso que o Lula deita e rola, pois ele fala como ninguém na linguagem das massas e quem poderia enxergar opções, prefere culpar os outros a entender que é responsabilidade está em si mesmo.
A frase do Steve Jobs é, no mínimo, curiosa: pegou dois pensadores que não conseguiram implantar nada de sucesso e comparou com um grande inventor. Mas a verdade é que quem vai ser lembrado no futuro como ícones do século XX, positiva ou negativamente, são nomes como Hitler, Churchil, Gandhi, Mandela, Lech Walesa, Gorbachov, todos políticos… Pois apenas com política se consegue, de fato, mudar o mundo. Acho ONGs importantíssimas, mas a única atuação efetiva delas é fazendo pressão em políticos, os únicos que tem poder para mudar as coisas.
Como sua resposta foi grande, minha tréplica vai em partes, com o seu texto separado de meu pelos — hifens.
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Primeiro, não consigo entender porque não “dá para agir como se agia a vinte anos atrás”. Por que não dá? Por que nós, mesmo temendo a repressão, lutávamos e vocês, com toda a liberdade atual, não lutam?
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Em 20 anos, muitas coisas se mantiveram, muitas mudaram. A política continua importante e não deve ser simplesmente desprezada.
Podemos lutar, mas hoje não faz sentido lutar contra a repressão se não há repressão,
E eu não vejo porque generalizar. Desde que entrei no Colégio Técnico de Campinas há dez anos até hoje, passando pela USP da capital e pela FT, quase todo ano havia alguma greve ou manifestação e muitas vezes eu participei. E em parte o discurso dos “politizados” acabou me afastando da política. Além disso, sua amostra foi viciada. Geralmente os cursos de exatas tem uma história de pouco “engajamento” se comparados a cursos de Sociais, Filosofia e Humanas que tratam a política como parte de sua ciência.
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Dizer que não há renovação não é verdade: seria inconcebível há dez anos atrás imaginar o Lula presidente…
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Se me lembro bem, em 1998 o Lula chegou ao segundo turno e teve uma porcentagem alta e vários petistas conseguiram governos estaduais, além de uma grande bancada de deputados e senadores. Além disso, em 2000 também havia apoio ao Lula e a campanha “Fora FHC”. Na verdade o Lula foi eleito a 8 anos atrás, não sei se entendi o que você disse, ou quis dizer 10 anos antes dele se eleger (1992).
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O problema não está fora do sistema eleitoral, o problema é que vocês estão fora do sistema eleitoral.
Se todos entenderem que a única forma de o país mudar é com a política, teríamos mais chances: não há candidatos melhores porque não há eleitores avaliando isso com inteligência.
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Faz sentido o que você disse, por isso que muito aventureiro acaba se elegendo. Mas também há candidatos ruins que são eleitos pelo voto de legenda, que é uma coisa que discordo, mas sinceramente não sei qual alternativa seria melhor.
O problema é o círculo vicioso: as pessoas não se interessam em votar, por causa dos maus políticos, os maus políticos se candidatam porque sabem que não temos opções e escolhemos o “menor pior”, e os prováveis bons políticos não se candidatam porque não vêem chance.
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Culpar o poder financeiro ou a mídia não faz sentido: a mídia e o poder sempre foram contra o Lula e ele está acabando o segundo mandato, apesar da Globo e da Veja, sempre em oposição declarada! Aliás, se a juventude acompanhasse essa mídia, pelo menos, saberia quem é Michel Temer, pois ele aparece continuamente no Jornal Nacional.
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Graças a liberdade conquistada, por mais que a mídia possa manipular os fatos, ela não tem poder para impedir um presidente eleito democraticamente de cumprir seu mandato. Não “culpo” a mídia, não acho que as pessoas seguem a mídia cegamente, como disse o Pedro. Acredito que as pessoas tem bom senso e que a mídia deve informar para que as pessoas construam suas opiniões.
Ela não substitui os partidos ou as instituições política de forma alguma. Mas graças a essa “oposição declarada” que você comentou, o Jornal Nacional construiu uma imagem na classe média de que não vale a pena assistir, pois as noticias são manipuladas. Isso afastou os jovens e é uma coisa que pode ser melhorada.
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O que me assusta é ver que hoje o povão é mais interessado por política que os jovens da classe média, que deveriam ser os mais esclarecidos. É por isso que o Lula deita e rola, pois ele fala como ninguém na linguagem das massas e quem poderia enxergar opções, prefere culpar os outros a entender que é responsabilidade está em si mesmo.
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Eu não sei porque isso ocorre, mas posso formular uma hipótese: Os jovens de 20 anos cresceram durante a era FHC e viveram um período de certa estabilidade e até prosperidade. Quando começaram a votar, provavelmente votaram no Lula (das pessoas que conheço e que tinha minha idade) como um apelo pela mudança. As coisas para eles continuaram mais ou menos iguais e nesse meio tempo alguns políticos eram mais corruptos ou mais honestos, mas o impacto na vida particular de cada um foi menor. Tivemos melhorias durante o governo Lula, mas acredito que para a classe média, o “salto” foi menor.
Já para os mais pobres, o governo Lula parece ter trazido melhorias diretas, com a geração de emprego, prouni, e até o bolsa-família. Essas pessoas viram uma recompensa em tomar uma decisão política.
Além disso não comentei antes, mas não gosto muito dessa expressão “formadores de opinião”. Hoje a informação é tão abundante que não precisamos recebê-la interpretada pelos formadores de opinião. E além disso, como você diz, se a juventude de classe média não assiste nem o JN, não tem opinião própria, como vão formar opinião de outros?
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A frase do Steve Jobs é, no mínimo, curiosa: pegou dois pensadores que não conseguiram implantar nada de sucesso e comparou com um grande inventor.
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É, ele não é nenhum filosofo, mas essa frase me veio a mente pois ele já se interessou por religiões orientais e por política, mas achou um caminho mais pragmático de agir no mundo.
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Mas a verdade é que quem vai ser lembrado no futuro como ícones do século XX, positiva ou negativamente, são nomes como Hitler, Churchil, Gandhi, Mandela, Lech Walesa, Gorbachov, todos políticos… Pois apenas com política se consegue, de fato, mudar o mundo. Acho ONGs importantíssimas, mas a única atuação efetiva delas é fazendo pressão em políticos, os únicos que tem poder para mudar as coisas.
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Viva a lei de Godwin !!!
Marcos,
A sua referência a “Marx nunca ter implantado nada de sucesso me parece chocante”. Me lembra aquela frase do Fukuyama sobre o “fim da história”.
Poucas pessoas influenciaram tanto a o mundo em que vivemos hoje, como Marx. Concordo com os historiadores que consideram que a principal marca do Séc. XX não foi nem a fantástica revolução tecnológica nem a barbaridade sem precedentes das Guerras, mas o fenômeno da urbanização em massa construído com base nas políticas sociais-democratas do Pós-guerra. E a Social Democracia é uma dissidência do Socialismo no começo do séc. XX (embora seja difícil entender isso pra quem observa partidos como o PSDB atualmente). Por isso, a recente crise econômica, assim como a dos anos 80, não devastaram social e politicamente o mundo, como em 1929. E essa transformação só foi possível, porque o “Fantasma” que Marx cita em sua primeira frase do Manifesto Comunista continuou rondando a Europa e o Mundo.
Marcos, você assim como eu, é filho de imigrantes portugueses pobres. Você já pensou que sem essas transformações históricas a nossa vida pessoal urbana e de classe média talvez jamais existisse?. Pelo menos, ela teria sido muito menos provável antes de 1945.
Saudações
Marcelo
Foi bom o diego ter comentado das influências de empesas privadas em um sistema político como a mais famosa as emissoras de TV que é seguida cegamente pela maioria da população, não sendo portanto nem alienação, nem desiteresse político.
Acredito que se nos juntássemos como é feito em paradas gay e outros movimentos sociais que lutam e realmente esperam que as coisas melhorem teriamos o país igualitário que tanto nos falta!
Pessoalmente, eu não busco mais isso na política e na fé nas pessoas, dou mais crédito a minha ciência, por que a pouca esperança que tenho comigo ja é baseada no pensamento de que quando cada um faz a sua parte um dia chegaremos lá. Pelo menos assim não há desapontamentos.
Quando cada um faz a sua parte chegaremos lá, concordo plenamente. Mas uma das mais importantes “partes” de um cidadão é preocupar-se com todos e lutar por um mundo melhor, e é com política que se consegue isso.
Temos as maiores paradas gays e os gays continuam praticamente sem nenhum direito. Aliás, o tema da última parada, foi justamente “política”, pois as lideranças desse movimento já perceberam que só a parada não vai mudar nada… Enquanto tivermos no congresso uma “bancada evangélica” forte como é hoje, jamais teremos a possibilidade de termos aceita uma união civil homossexual. E o mesmo vale para ecologia, trabalho infantil, etc., etc., etc.
Se você tiver medo de desapontamentos, nunca namore e nem arrange emprego: se desapontar faz parte da vida! É coisa natural. O importante não é cair, é sempre levantar! sua frase seria razoável para um senhor de 80 anos, mas é inconcebível para um jovem: desaponte-se sim, pois só assim aprendemos!
Parabéns Marcos,
assim como a “Natinha” também fiz uma viagem no tempo.
Nessa travessia, boa parte do tempo, “lutamos” juntos, mesmo que por bandeiras diferentes.
Abs e Sucesso!!!
Primo Ricardo.
poxa vida, nao quero ser o pessimista da história, ou o sem visão de futuro ou o sem ambição, mas de qual jovens você está falando?
http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAADNlhLjFrshcrdoIcuo5ohBOvbuUpDu5nN6jGYPbRf5803bdqxEO6Dxl_5AhDGii8fYyTivpXEnOKSPWetAid-cAm1T1UNGBYg4yfY76iOh0409hsFFk1HlR.jpg – destes?
estamos em um país onde praticamente a televisão domina o povo de casa, um povo sem futuro, sem presente e sem passado, que se deixam levar pelas ‘altas emoções’ das novelas, um povo sem opinião, sem ambição,
estamos em um país onde as pessoas não se interessam mais por política, prestem bem a atenção a este fator, pois se tem algo que move um país é a política, mas pensando bem, olhe só a política deste país, olha pra DILMA ROUSSEF véio, olha isso aqui, http://osdesbocados.files.wordpress.com/2009/03/dilma_dedo.jpg, essa coisa tem condição de tomar a frente de um país? nããão, mas ela foi militar, poxa vida eem?
a desvalorização tomou conta da sociedade, e ela é a chave de todo o problema, mulheres com bundões e peitões hoje dominam a cabeça dos otários e a tela da televisão,
estamos em um país onde o escândalo tomou conta dos noticiários, onde se tornou bonito ser feio, o legal agora é não ter valor, virou moda a separação de pais, virou moda o casamento gay (nada contra eles, e como diz o jô, não dando o meu sem problemas), nãão, mas a televisão disse que é legal ter pais separados, a traição então é sempre mais emocionante ainda, sempre vejo isso nas novelas da globo, poxa vida eem,
olha estas escolas, já houve até mesmo escândalos políticos envolvendo a MERENDA ESCOLAR, e em minha cidade ainda, (Limeira);
e o que não está mais diretamente relacionado com os jovens, o que os influencia senão escolas e famílias?
não adianta ficarmos pensando e esperando uma atitude dos jovens inúteis de hoje em dia, se o problema não é somente eles, e sim a porcaria que os criou,
acredito em um futuro melhor para mim, mas quem fará este futuro será eu, com minhas escolhas, fazendo minha parte.
e se pensar bem, eu particularmente prefiro a época da ditadura, a época em que pais batiam nas crianças, época em que os Homens eram os cabeças das casas, ao menos naquela época a coisa funcionava, hoje até mesmo corrigir os filhos é proibido, por lei ainda, viu só,? só pode falar agora eeem papai;
seria muito legal chegar aqui e falar, óóó, unidos jovens jamais seremos vencidos, ou algo do tipo que lutaremos até o fim, mas esta é a triste realidade,
temos de acreditar em pessoas com os mesmo objetivos e pensamentos que o nossos, pessoas de bem, e torcer para que ainda existam, aí sim teremos um futuro melhor…!!!
Parabéns pela coluna Marcos,
Também não gosto do discurso que iguala todo mundo, embora muitas vezes eu não consiga ver outra opção que não o voto nulo, como aqui em Minas Gerais (Hélio Costa x Anastasia) ou lá em Goiás (Marconi x Iris). De qualquer jeito, a alienação é uma marca de nossa sociedade e na democracia burguesa representativa quase sempre quem manda é o dinheiro. Por exemplo, você seria capaz de citar uma Assembleia Legislativa ou Câmara Municipal que tivesse 10% de parlamentares sérios? Não foi à toa que ao chegar ao poder o Lula renegou sua frase sobre “os 300 picaretas do Congresso”.
Abraços
poxa vida, coloquei um textão aqui ontem, nem postaram, que triste,
puxa trabalho que deu para escrever; que consideração… abraços
Como seu post tinha um link, ele fica esperando moderação para evitar spam.