Entre outras coisas, cultura quer dizer “identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período”, segundo minha querida Wikipedia.
A seguir vou contar a vocês um pouco sobre uma cultura musical que anda percorrendo o mundo há muito tempo mas que – creio eu – não seja tão famosa por aqui justamente pelo seu alto teor nerd e extremamente específico: a Chipmusic. Assista ao vídeo a seguir, da 2 Player Productions no Vimeo, e explicarei mais um pouco.*O vídeo está em inglês mas se você não entende, não se apegue a esse detalhe, não é sobre o que eles estão falando que eu quero discutir.
A primeira vez que assisti esse trailer do documentário Re-format The Planet, fiquei de boca aberta. Nem tanto pelas músicas, já que eu conhecia um ou outro artista mas pela cena. Ver uma balada, por menor que seja, com todas suas luzes e telões, sendo animada por apenas um rapaz portando um Gameboy – isso chamou minha atenção!
O que é
Chipmusic, ou chiptunes como também é conhecida, é a música feita com videogames ou computadores antigos, geralmente com processadores de 8 bits. É uma forma de fazer música, não um gênero. Juntamente com a Pixel Art (sobre a qual também pretendo escrever em breve), a Chipmusic faz parte da cultura conhecida como 8-BITs, uma vanguarda que se utiliza de recursos antigos para produzir arte nova ou recursos novos para produzir arte retrô, sempre fazendo referência ao universo dos videogame e tecnologia.
Na chipmusic são utilizados vários consoles diferentes, como o NES (famoso Nintendinho), o Gameboy, alguns modelos de Atari e computadores Amiga. Existem ainda softwares modernos que simulam os sons desses consoles, como por exemplo, o Famitracker.
O funcionamento para os videogames é simples: basta colocar o cartucho do tracker para fazer as músicas e plugar as caixas de som ou mixers na saída de som do console – trackers são softwares com os quais se é possível criar música editando sequências de notas em vários canais.
Nessa cena, o console mais utilizado é o Gameboy modelo antigo, mesmo que existam trackers e outros softwares para o Gameboy Advance e Nintendo DS.
Os motivos são vários segundo os utilizadores e variam de “preço do aparelho” a até “som mais clássico”. Os programas mais utilizados para ele são os famosos Nanoloop e o LittleSoundDJ.
O primeiro é vendido em cartucho, já para o segundo há um processo um pouco mais complicado, em que você deve comprar a licença do software com o fabricante, comprar um cartucho virgem e um equipamento para gravação dele e fazer o processo manualmente. Desculpem mas perdi as minhas fontes mais detalhadas sobre isso.
A cena
Embora não seja tão difundida (pelo menos aqui no Brasil), a Chipmusic possui muitos artistas e simpatizantes. Isso se deve principalmente à facilidade de acesso aos recursos para se fazer chipmusic. Hoje em dia, em que ter um computador, por pior que seja, está ficando cada vez mais fácil, qualquer pessoa pode se aventurar fazendo um som.
Nos Estados Unidos existe o Blip Festival, que é um evento que contou com quase 40 artistas que vieram de todos os cantos do mundo e em julho aconteceu em São Paulo a primeira edição do Gamemusic Festival (acesse “calendário”), com quatro dias de programação.
Para os interessados, separei alguns links bacanas:
8bitpeoples – Uma das mais famosas netlabels de chiptunes. No site você encontra álbuns inteiros de vários artistas para baixar de
graça.
8bitcollective – Grande comunidade de artistas de chipmusic. Você pode postar suas músicas e receber comentários. Vale a pena conferir os remixes das músicas famosas feitas em chip pelos fãs.
Chippanze.org – Netlabel brasileira de chipmusic.
Se estiver curioso sobre como fazer chipmusic, visite também o mini tutorial de Filipe Kurt, brasileiro do Subway Sonicbeat para aprender o basicão.
















Muito bom artigo Mateus.
Fiquei realmente interessado nesse negócio de ChipMusic. Vou ver se consigo tirar uns sons maneiros.
Que demais!!! Adorei isso!
Vou baixar os albuns o quanto antes, quero ouvir muito isso!
Show, muito show, muito shooooow!!!!
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Eu sou uma pessoa que gosta muito e musica e video-game, e apesar de eu não me identificar com musicas que não são tocadas com instrumentos musicais e nem com video-games antigos, esse artigo realmente chamou minha atenção pela criatividade e “inovabilidade” do pessoal que faz esse tipo de música.
Belo Post cara. Sempre gostei de chiptunes… tem uns quantos artistas ai fora que rendem bons sons…. Eu mesmo no meu projeto de musica eletronica to usando sons de video games, mas coisas mais 8 e 16Bits….
Um artista que eu curto muito é o Golden Shower. Aqui tem o link dum dos melhores clipes deles.
http://www.youtube.com/watch?v=QX-kfuVIA18
Tá afim de parceria com acessos meu caro? Dá uma olhada no meu blog.
http://www.tequilaajuda.com.br
Belo blog. Abraços.
Muito bom! e é inevitável não cair na loucura do menininho loiro do vídeo quando escuta a música. Vai pra minha playlist do caminho da faculdade! Parabéns ^.^
Opa! Bom artigo, explicou bem!
Vou ver se faço um artigo maior sobre chipmusic e tal. Mas legal mesmo! E baixem os discos no chippanze, tem eu, o pulselooper e o droid-on, todos brasileiros (vamos puxar sardinha pra nossa “cena” hehe)
Abraços e valeu!