iPad e o estonteante trabalho da obviedade

Leitura recomendada

http://cheerfulsw.com/2010/ipad-a-staggering-work-of-obvious/

Mais um artigo muito bom, mas que merece ser lido no original. Deixo aqui apenas alguns trechos para provocar os leitores:

Tecnologia de ponta, fabuloso, intuitivo, interface amigável, design adorável. Nada disso interessa, e ninguém sabe disso melhor que Steve.

Críticos detonaram o Newton por ser muito caro, por não ter software suficiente, pela tela verde, pelas imperfeições no reconhecimento de escrita, e pelo design tijolesco — bem, eles não entenderam, e eles com certeza não entenderam agora.

Não havia um slot mental em que as pessoas pudessem espetar o Newton.

….

Ao invés de elogiar o iPad, críticos expressam seu desapontamento, porque esperavam mais. (…) Esperavam algo jamais visto, algo além da imaginação deles. Algo revolucionário.

Eles se desapontaram pois o iPad é tão … bem… óbvio (unsurprising).

Ai, claro, mora a genialidade.

….

Há um slot confortável e pré-existente no cerebro das pessoas no qual o iPad encaixa direitinho.

Oh, dizem elas, é um iPhone grande.

Como tenho sempre dito nos meus posts, a Apple ao mesmo tempo que é uma empresa com um time de engenharia e design capaz de criar produtos incríveis, tem um marketing de longo prazo para preparar as pessoas para crer neles. Dessa forma nos guia para o futuro pós-pc onde ela poderá sublimar os erros do passado (Mac) e ter uma participação mais relevante nessa nova era.

Sobre Diego Ruggeri

Hanc marginis exiguitas non caperet


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