Matemáticos ganharam a guerra.
Matemáticos decifraram os códigos japoneses.
E fabricaram a bomba atómica.
Matemáticos… como vocês!
Na medicina ou economia,
Em tecnologia ou no espaço,
Linhas de batalha são traçadas.
Para triunfar, precisamos de resultados.
Resultados publicáveis, aplicáveis.
Então, quem, entre vós será o próximo Morse?
O próximo Einstein?
Quem, entre vós, virá a ser a vanguarda
da democracia, da liberdade, e da descoberta?
Essas palavras dão início ao filme “Uma mente brilhante” e vieram a minha mente alguns dias atrás enquanto acompanhava uma discussão na lista de emails da faculdade, onde estavam comparando as contribuições de Steve Jobs (co-fundador da Apple e Pixar) e Dennis Ritchie (co-criador da linguagem de programação C e do sistema operacional Unix) para o mundo. Após alguns e-mails, parecia que a discussão girava em torno de “é melhor ser fã de Steve Jobs” vs “é melhor ser fã de Dennis Ritchie”.
Ambos foram estudantes e jovens. Ambos tiveram seus ídolos. Eles eram como você.
Se ainda não caiu a ficha, leia a frase anterior de novo. Isso é importante. Você pode apoiar qualquer um deles, não importa. Se você acha que o que eles fizeram é importante, você também pode fazer. Eu acho triste alunos de uma faculdade de tecnologia brigando por seus ídolos sem, aparentemente, se darem conta de que daqui a cinqüenta anos muita gente pode estár no seu lugar e sentir-se grato por algo que algum deles tenham feito para deixar esse mundo um pouco melhor para as futuras gerações. Mais do que isso. Podem fazer algo agora!
Muita gente diz que eu sou fã da Apple e não entendem quando eu rodo Windows ou Linux no meu Macbook (velhinho, com quase 4 anos de idade) ou porquê no meu trabalho participo da criação de celulares que rodam Android e uso um Xoom em vez de um iPad, um Galaxy 5 tosco em vez de um iPhone de última geração, ou aponto falhas do Mac OS como exemplos nas aulas, apesar de ter um iPhone da primeira geração guardado (aguardando conserto) e um adesivo da maçã mordida no carro. Como a Caterine Fake (que eu já citei no blog) disse o que me inspira são as coisas que as pessoas criam. Isso me faz querer participar e criar também. Ou ainda como disse Steve Jobs em 1985 em entrevista para a Revista Playboy:
Na maior parte do tempo, nós pegamos coisas para nós. Nem eu nem você fizemos as roupas que vestimos; nós não fazemos ou cultivamos a comida que comemos; nós usamos uma linguagem que foi desenvolvida por outras pessoas; nós usamos a matemática de outra sociedade. Muito raramente nós temos a chance de colocar algo de volta nesse cabedal. Eu acho que nós temos essa oportunidade agora. E não, nós não sabemos onde isso vai nos levar. Nós apenas sabemos que há alguma coisa muito maior que qualquer um de nós aqui.
PS: Quando fiquei sabendo da Morte de Steve Jobs, queria escrever um artigo, mas não conseguia pensar em nada, principalmente com a sobrecarga de gente falando sobre isso. No fim acabei tendo a idéia de falar exatamente sobre o primeiro pensamento que me veio quando recebi a notícia.
Não senti como se milhões de vozes silenciassem, mas senti que a humanidade perdeu uma das raras pessoas que conseguem unir criação e realização como Michelangelo. Alguém público, criador de tendências, elevando as metas, colocando idéias antigas em prática, lembrando que a tecnologia serve a humanidade e não o contrário. E não consegui pensar em uma pessoa capaz de exercer seu papel. Vocês podem citar seja lá quem for, mas para mim esse cara (ou essa mulher) não é ninguém que dirige ou trabalha em uma grande empresa, muito menos na Apple. Dois Steves não conseguiriam trabalhar juntos.
Espero que seja um de vocês que estão lendo. Que já foram repreendidos, ou elogiados, ao ouvirem “que nerd!” por estudarem, por se dedicarem e por sonharem. Por pensarem diferente, afinal.












