Prólogo

Inspiração para o título, com todo o respeito.
Mais uma vez acabei tendo de dividir um artigo em mais partes para poder publicar em doses mais suaves. Ao longo da série vou abordar as principais fases da computação pessoal, os primórdios, a computação pessoal (decadas de 70 e 80), a computação interpessoal (decada de 90), o digital hub (2000) e a computação móvel e pervassiva. Como o assunto é extenso, vou mostrar um panorama geral de cada época e mostrar os principais marcos nessa história. Não vou me ater a detalhes técnicos para poder focar na filosofia e nos ideias que moveram as transformações ao longo da história.
A Pré-História (idade da válvula lascada até era do chip polido):

ENIAC
Em um passado imemorial (entre 1940 – 1950) tudo que haviam eram máquinas imensas usadas para fazer cálculos científicos e militares. Essas maquinas tinham poder de processamento menor que uma calculadora de bolso atual. Depois vieram os mainframes. Computadores ainda enormes para os padrões atuais mas já eram mais sofisticados, mas o importante é que ligados a ele haviam vários “terminais” (também conhecidos como terminais burros) que permitiam que várias pessoas tivessem acesso a computadores. Por exemplo, uma universidade poderia ter um computador com alguns terminais para alguns cientistas, ou uma grande empresa poderia ter um terminal em alguns setores estratégicos.
Antiguidade I (o crescente e fértil vale do silício)

Vale do Silício
No inicio da década de 70 surgem os primeiros microprocessadores (Intel 4004 em 1971, Intel 8080 em 1974, MOS 6502 em 1975) e alguns hobbystas com conhecimento de eletrônica (nerds) começam as experiências com esses circuitos integrados. O vale do silício, berço dessas invenções, nasceu em torno da base naval de San Francisco e da base aérea de Sunnyvale desenvolvendo inicialmente eletrônica de guerra e aeroespacial e se tornou o centro da revolução que estaria por vir.
A partir dai surge a ideia da “computação pessoal”. Conforme os primeiros protótipos funcionavam ao redor de um microprocessador, surgia no horizonte a possibilidade de ter uma máquina com um motor próprio que não precisava ficar pendurada em um mainframe (e pagar por hora) para funcionar. Os computadores pessoais estão para os automóveis populares como os mainframes estavam para os trens.
Essas primeiras máquinas não são bem o que conhecemos por computador hoje. As entradas eram combinações de chaves ligadas/desligadas e a saida eram leds acesos/apagados. Rapidamente estes produtos evoluíram e então vinham já montados e tinham teclados e monitor , com objetivo de atender pessoas com conhecimento em programação (nerds), mas que não necessariamente queriam montar suas próprias máquinas.

Que tipo de homem possui seu próprio computador?
A ideia que surgiu em seguida era tornar o computador mais que uma maquina usada por técnicos, engenheiros e cientistas, mas uma ferramenta de uso pessoal. Como certa vez disse Steve Jobs, os computadores são como bicicletas para a mente. Os humanos não tem uma capacidade de correr tão rápido como um leopardo (no pun intended) ou voar como um condor, mas se diferenciam de outros animais por serem bons em construir ferramentas.
Assim, a bicicleta que é uma máquina relativamente simples permite que um animal de locomoção pouco eficaz (o humano) possa se deslocar com uma eficiência maior que do condor. De qualquer modo, a energia que move a bicicleta é humana (diferente de um automóvel), e mesmo assim consegue atingir a eficiência máxima. Da mesma forma o computador não vai pensar pelo usuário. A criatividade e inteligência vem das pessoas mas a máquina serve para potencializar ao máximo a capacidade de criar ideias e as realizar.
Na sequência, o computador nos escritórios, a interface gráfica e a computação interpessoal.












Realmente interessante!
Gostei da forma que foi abordada a historia.
Post++;
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