Absorver, comparar, adaptar, arquivar e utilizar.

Nosso cérebro é uma estrutura realmente impressionante, e nos surpreende sempre, seja o seu cérebro ou o cérebro de outra pessoa.

Já parou para pensar em como o cérebro consegue fazer isso tudo?

Antes de começar qualquer explicação, quero propor um desafio.  Tente decifrar o ínicio da mensagem a seguir. Se não conhece o código, eis um vetor explicativo: [1 = I, 2 = Z, 3 = E, 4 = A, 5 = S, 6 = G, 7 = T, 8 = B, 9 = P, 0 = O, W = M]. Você vai perceber que em segundos o seu cérebro irá começar a lhe mostrar facilmente a criptografia envolvida e o restante da mensagem será lido quase naturalmente.

3U 53W9R3 71V3 V0N74D3 D3 73R UW4 91570L4 D3 46U4. L3W8R0 QU4ND0 3U 3R4 493N45 UW4 CR14N54 D3 C1NC0 4N05 D3 1D4D3, 3 93D1 D3 N474L 0U D3 4N1V3R54R10, J4 QU3 N45C1 L060 N0 1N1C10 D0 4N0.
DUR4N73 WU1705 D145 F1QU31 4M51020, 473 QU3 F1N4LW3N73 CH360U 0 6RAND3 D14! V1N73 3 C1NC0 D3 D323W8R0, CH360U W3U 941 C0W UW 3M8RULH0 3 D1553: 3U N40 90550 73 D4R 32474W3N73 0 QU3 V0C3 W3 93D1U, 1550 3H 0 W3LH0R QU3 3U 3 5U4 W43 90D3W05 73 D4R, W3U F1LH0.
QU4ND0 A8R1 0 9R353N73, 3R4 UW4 91570L4, W4S N40 3R4 D3 46U4. 493N45 F4214 “73C” 40 493R74R 0 6471LH0.
V1 QU3 W3U 941 F1C0U 7R1573, 9015, 3U F1QU31 D354N1W4D0.
AC31731 0 9R353N73 3 FU1 8R1NC4R C0W UW 9R1W0. F123W05 UW4 6U3RR4 1N35QU3C1V3L. M1NH4 91570L4 471R4V4 L453R5 QU3 F4214M CURV4, M3 D1V3R71 D3W415!

49R3ND1 N3553 D14 QU3 3U 90D14 T3R W415 D0 QU3 3U QU3R14 53 3U F0553 CR1471V0. A6R4D3C1 4 D3U5 3 NUNC4 W415 P3D1 N4D4 4 M3U5 9415. D3554 F0RW4 3U N40 90D3R14 D3C39C10N4-L05 C0W0 F12 D3554 V32.

CEREBRO

Incrível não? Isso acontece por que nosso cérebro tem uma capacidade impressionante de comparar, arquivar as comparações, fazer as substituções necessárias e nos mostrar claramente a mensagem descriptografada. Quanto mais acostumado a ler você seja, mais fácil será. Temos uma base gigantesca arquivada no nosso cérebro que consegue fazer toda uma estatística e gerar tudo corretamente para nossos olhos, em uma fração de tempo incrível.

Isso é um dos princípios do nosso aprendizado. Como diz o título deste texto, nós absorvemos informação, comparamos com o que temos, adaptamos o necessário, arquivamos o que é útil e enfim, utilizamos. É dessa forma que aprendemos a falar. Vamos fazer uma análise?

Quando nascemos, só sabemos o que nossos órgãos são destinados a fazer naturalmente com nossos 5 sentidos. Sabemos ver, ouvir, cheirar, mas ainda não sabemos usar isso. Vou pegar como exemplo a nossa fala.

Você nasce, e todas aquelas tias chatas vem te beijando e falando coisas tontas. Você, como bebê, ouve e observa. Sempre ouve e observa, e começa a absorver isso. Depois, começa a comparar que, por exemplo, a pessoa que te traz alimento sempre diz algo que termina com “Mãe”. Percebe também que você emite sons, mesmo sem querer, e que alguns se assemelham a outros que você ouve. Você entao, compara o que ouve com o que você faz e adapta o som ouvido para sua voz, e quem sabe diz “Ô no lugar de “Mãe”. Sua mãe ao ouvir, sempre faz uma expressão que te agrada, portanto, você assemelha seu “Ô à ela. Você arquiva tudo isso e passa a utilizar. Cada vez aprende mais, até perceber que quando ela diz “Me dá” ela tira sua mamadeira. Aí você vê a mamadeira e também diz “Me dá”. E assim acontece com o restante, e dessa forma aprendemos a falar. Inclusive aprendemos a pensar na nossa própria língua.

Já lhe disseram que para descobrir se é fluente em alguma língua, basta reparar se seu pensamento fala esta língua? Isso acontece por um fato muito parecido com a decifragem da mensagem acima.
A mensagem está num padrão muito parecido com a nossa escrita, portando adaptamos rapidamente e passamos a ler naturalmente. Ao tentar falar outra língua, o mesmo processo ocorre, só que mais lentamente, pois, a sonoridade e escrita da palavra são totalmente diferentes do que conhecemos. Seremos fluentes no momento em que conseguirmos assemelhar diretamente as palavras estrangeiras aos objetos e acontecimentos, sem antes comparar a palavra com nossa língua materna.

Bom pessoal, isso é tudo por hoje. Espero que vocês tenham conseguido absorver, comparar, adaptar, arquivar, e utilizar na vida de vocês caso isso lhes convenha.

Para quem quiser entender mais ainda sobre o assunto, convido-lhes a ler os conceitos de entropia que o Diego nos introduziu aqui no QueNerd. Abaixo os links, garanto que vale a pena:

Entropia 1.0
Entropia 2.0
Entropia 3.0

Valeu galera! Ah, e antes que me perguntem, a mensagem é verídica, a personagem sou eu, e alguns erros de gramática na cifragem são propositais para complicar. Até a próxima!

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Will


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COMENTÁRIOS

  1. Paulo Mendes disse:

    AHuhau. Ótimo post senhor Will. Gostei de conhecer um pouco mais sobre a minha super máquina AHuhAUhA.

    Gostei também da referência com a Entropia, eu acho que tem tudo haver, linguagem natural é o que há, é exatamente o mesmo método que o nosso cérebro usa para aprender.

    Show de Bola.

    Mas Que Nerd !

  2. Camila Rizzo disse:

    simm, mto bom o post! :)

  3. Heylouiz disse:

    Éééé, o dia que um computador ficar semelhante a um cérebro humano estamos ferrados :O
    Temos que ter medo do Milo!!! :D

  4. lookaum disse:

    muuito bom post véi :B

    blog ÓTIMO

  5. DiegoR2 disse:

    Muito bom Will. É um assunto que eu gosto e você mostrou muito bem como nossa mente é complexa mesmo tendo que se virar com operações básicas (comparar, adaptar, arquivar…)

    Dizem que outros animais também passam por esse aprendizado quando nascem mas “param de aprender” logo no início da vida. Nós continuamos com a mente “aberta” por mais tempo por isso desenvolvemos mais nossa inteligência. Lentamente vamos “solidificando” o conhecimento. Por isso dizem que é mais difícil aprender uma língua estrangeira ou tocar um instrumento quando ficamos mais velhos.

  6. Juh disse:

    mt bom, euu gostei :D

  7. JU disse:

    ótimo. Na feira de ciências vou falar do cérebro e eu tava procurando algo interessante.

    isso é perfeito.

    [;D]

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